terça-feira, 1 de setembro de 2015

Desventuras em Série [parte 1 de 3]: O desespero pr(a/é-) viagem

Sei que estou atrasadíssimo nas postagens, mas a partir de agora vou contar-lhes o que foi que aconteceu nos últimos dias. Você está sentado, leitor? É bom que esteja, porque eu vou lhe contar uma história eletrizante...

Quem acompanha o blog certamente leu "O dia que deixei de ser cético", trata-se do dia em que minha namorada resolveu ler meu horóscopo. Nesse mesmo dia, recebi solicitação de amizade da Bruna e pouco depois ela me convidou para o 2º Encontro de Blogueiros da Saúde. Esse evento ocorreria em São Paulo nos dias 22 e 23 de agosto e seria um evento alusivo ao Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Reunindo cerca de 21 blogueiros, 8 palestrantes e pacientes convivendo com esclerose múltipla de todo o Brasil. 


Bem, vou contar com o máximo de detalhes do que eu lembrar sobre os dias que antecederam a viagem, os dias do evento e os dias pós-viagem.

Como já disse, a Bruna me adicionou no facebook e me chamou pro evento. Conversamos e tudo o mais até que ela me fez uma encomenda. Aqui em Manaus existe um produto chamado óleo elétrico (que, segundo a própria, é um produto regional daqui da amazônia, quiçá do Amazonas), esse óleo é usado para amenizar algumas dores, uma delas é a enxaqueca. A Bruna me falou que sofre com enxaqueca, e esse óleo sempre a faz melhorar, então pediu pra que eu levasse váááááários vidrinhos.

Passei vários dias pesquisando o valor do tal óleo, mas não comprei porque queria que a Paula estivesse comigo. E onde estava a Paula? Trabalhando e por isso não poderia estar comigo naqueles dias (e não estou falando de menstruação). Passamos vários dias nos organizando pra viagem, pelo menos em nossas cabeças já estava tudo certo, mas nunca chegamos a arrumar as bolsas pra viagem.

Fui pra universidade (UFAM) na quinta-feira como de costume e só depois de sair de lá, dei início a uma peregrinação em busca de óleo elétrico pra Bruna e roupas de frio pra Paula, isso por achar que ia dar tempo deixamos pro último dia possível. Só então me dei conta de que este seria o último dia que eu poderia comprar, já que minha viagem seria dia 21 às 4:05 [incluir cara de desespespanto], ou seja na madrugada seguinte, e em São Paulo me parece que não existe para vender o óleo.

Pois bem, chegou o grande dia (20/08) e absolutamente NADA estava pronto pra viagem do dia 21, mas não me julguem. As coisas pareciam tão simples quando estavam na minha cabeça. Então, fomos a vários lugares durante a manhã procurar roupa de frio pra Paula, como não existe roupa de frio em Manaus, decidi que compraríamos em São Paulo. Faltava apenas o óleo, eu já havia comprado 2 vidros, faltavam "SÓ" 8. Como imaginávamos, foi facílimo encontrar. Nas farmácias onde fomos tinha o óleo e, enfim, completamos os 10 vidrinhos que levaríamos. Olha que engraçado: em Manaus não tem roupa de frio, mas tem óleo elétrico; Em São Paulo não tem óleo elétrico, mas tem roupa de frio.


Saimos de lá,  tranquilos por termos conseguido resolver tudo tão "rápido". Quando olhamos o relógio, já era 16h e eu precisava fazer a barba e ela uma tal de marroquina e arrumar as bolsas. Eu fui com minha mãe pra um salão, isso porque minha mãe estava disposta a pagar pra tirar a barba (o que é algo raro, então eu tinha que aproveitar). Enquanto isso, Paula estava em casa arrumando "TUDO" sozinha. Assim que terminou de se arrumar me ligou avisando que já estava no ônibus, conversamos bastante tempo até que ela se lembrou que esqueceu os carregadores (tanto do celular quanto do computador) em casa. Já era depois das 17h. Ela estava atrasada pro salão e eu estava lá esperando ela chegar, já tinha andando bastante mesmo estando cansado, o que dizer pra ela fazer? Continuar no ônibus, ir ao salão, me encontrar, entregar a chave e aí enquanto ela fazia o negócio no cabelo eu iria em casa e voltaria pra encontrá-la. Esse plano parecia TÃO perfeito...

Começa a execução do plano: Paula chega ao salão, pego as bolsas e vou embora pra deixar guardada na casa da minha mãe. Paula termina de fazer a tal marroquina e fica em uma parada depois da minha, isso porque talvez não desse tempo de ela chegar na parada de ônibus onde eu estava ou de eu chegar até onde ela estava. Não esperávamos imprevistos, não queríamos imprevistos, não pensamos neles. Eu estava ao telefone pra avisar a Paula sobre o ônibus que eu estava, depois de poucos segundos vem surgindo na minha linha do horizonte o meu ônibus e foi aí que aconteceu o inesperado, o ônibus não parou onde eu estava. Simplesmente passou direto. O motorista se fez de egípcia mesmo. O que eu podia fazer? Nada além de dizer pra Paula pegar aquele ônibus e ir pra casa. E ela foi.

Continuamos nos falando no telefone por bastante tempo, mas precisei desligar pra comer. Pouco depois de desligar, Paula me liga. Eu não atendo. Ela liga de novo, atendo pra saber o que é e, então, recebo a notícia: a chave do quarto onde estavam os carregadores estava comigo, só existe UMA chave pra abrir o quarto e essa ÚNICA estava comigo. Não daria mais tempo pra eu ir até lá abrir o quarto e pegar os carregadores. Então, ela voltou pro Shopping onde nos encontraríamos.

Eu e a Paula moramos muito longe do aeroporto, então uma amiga que tem carro e mora mais perto disse que seria melhor que dormíssemos na casa dela pra que saíssemos às 3:00h da sexta-feira pra não correr o risco de perder o voo que sairia às 4:00h. Era 23h da quinta-feira e estávamos prontos pra dormir. Depois de TUDO o que aconteceu estávamos muito cansados e só queríamos dormir pra acordar cedo e viajar. Até que eu percebi que minha carteira não estava comigo e meus documentos estavam todos lá dentro da carteira. Sem a carteira não poderia viajar. Vasculhamos todas as bolsas e nada de achar a carteira. Porque é claro que sempre antes de uma coisa boa tem que acontecer uma avalanche de coisas inesperadas só pra nos deixar sem fôlego e desnorteados. Quase uma hora procurando e nada da carteira aparecer, já estávamos desmotivados e a Paula já estava com os olhos marejados de lágrimas. Até que ela pegou o celular, ligou a lanterna e foi até o carro, colocou a luz em direção ao banco onde eu estava sentado. E o que estava lá? Nada, só o assento mesmo. Aí, ela colocou o foco no assento do lado, bem próximo da porta, e lá estava ela, a minha carteira com TODOS os meus documentos.

Depois do susto, dormimos um pouco mais tranquilos, agora com a certeza de que na manhã seguinte estaríamos em São Paulo.

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4 comentários:

  1. Hahahhahah Ju vocês são as pessoas mais atrapalhadas que eu conheço. Chorando de rir aqui e ansiosa pelos próximos episódios.
    Beijo pra Paulinha. Beijos

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  2. Amigo que é amigo cata óleo elétrico até no fim do mundo! ehahhahahahahahaha
    Adorei ler as desventuras em série da viagem Ju!
    Saudades de você e da Paula!
    Venham passar frio aqui no Sul!!!
    Bjs

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    Respostas
    1. Quem sabe ano que vem possamos ir aí passar frio com o novo integrante da família, rs.
      Vamos adorar mostrar para você a coisinha miúda que surgiu de um relacionamento regado pelo seu blog.

      Abraços, saudades de vocês.

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